Teatro Nacional São João reflete sobre a imortalidade do teatro na próxima quarta-feira

Depois das Conferências Mitológicas, acolhidas pelo Teatro Nacional São João (TNSJ) em 2015, José Maria Vieira Mendes regressa ao Centro do Documentação do TNSJ, no Mosteiro de São Bento da Vitória (MSBV), como convidado da quarta e última sessão da temporada 2015/2016 das Quartas-Feiras Teóricas. O verdadeiro desafio está em fazer alguma coisa que não fique é o título da conversa que decorre na quarta-feira, 8 de junho, e foi “roubado” a uma frase de um texto do tradutor e dramaturgo. A mesma frase é agora utilizada em Zululuzu, espetáculo que o Teatro Praga estreou em maio na Turquia e que tem texto e direção José Maria Vieira Mendes, Pedro Zegre Penim e André E. Teodósio. A iniciativa decorre entre as 15h00 e as 18h00 e tem entrada gratuita.

Com o percurso no teatro muito associado aos Artistas Unidos, José Maria Vieira Mendes propôs uma ideia contra aquele lugar-comum “que afirma que do teatro fica o texto”, mas nas Quartas-Feiras Teóricas o dramaturgo vai agora reclamar “a imaterialidade do espetáculo como uma invenção da liberdade”. José Maria Vieira Mendes frequentou, em 2000, a International Residency Programme do Royal Court Theatre de Londres e, em 2005, esteve em Berlim, com uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian.

Como dramaturgo, já escreveu quase duas dezenas de peças, sendo que algumas delas foram traduzidas para inglês, francês, italiano, espanhol, polaco, norueguês, eslovaco, sueco e alemão. José Maria Vieira Mendes traduziu ainda teatro de Samuel Beckett, Duncan McLean, Harold Pinter ou Heiner Müller, entre outros. Em 2000, foi distinguido com o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte do Instituto Português das Artes do Espetáculo e, em 2006, recebeu o Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva, atribuído pelo Instituto Camões e pela Funarte – Fundação Nacional de Artes (Brasil), pela peça A Minha Mulher. José Maria Vieira Mendes venceu ainda um Globo de Ouro, em 2015, na categoria “Melhor Peça/Espetáculo”, pela direção partilhada de Tropa Fandanga.

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